Como a queda da Selic pode impulsionar a construção civil

Queda da Selic

O futuro da construção civil e do mercado imobiliário é mais do que promissor, e as expectativas são excelentes a curto prazo: é esperada uma queda da Selic de maneira gradual, o que deve fomentar a concessão de crédito para milhões de famílias brasileiras.

Já na quarta-feira de 02 de agosto de 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, em 0,50 ponto percentual, a primeira redução desde agosto de 2020! A taxa passou de 13,75% ao ano para 13,25% ao ano, e as quedas não vão parar por aí. A redução acabou surpreendendo os agentes do mercado financeiro, que esperavam um corte de 0,25 ponto percentual.

A Selic é a taxa básica de juros utilizada pelo Banco Central como forma de controlar a inflação, e impacta diretamente a todas as outras taxas de juros praticadas no mercado, de forma geral. Quando há queda nos juros, a consequência esperada é um aumento de consumo, investimento e poder de compra, e por isso a redução da Selic pode significar um momento de grande guinada para a construção civil.

Como a queda da Selic realmente afeta a construção civil e o mercado imobiliário

O quadro geral é empolgante, mesmo que os efeitos da queda não sejam perceptíveis de imediato no dia a dia, afinal, a Selic não é única base utilizada para determinar as taxas de juros do país. Quanto aos impactos no mercado imobiliário, especificamente, especialistas apontam que podem ser significativos.

Alguns dos principais benefícios listados são:

Financiamentos mais acessíveis

Com a Selic em queda, as taxas de juros nos financiamentos imobiliários tendem a diminuir. Isso torna os empréstimos mais acessíveis para os compradores interessados em adquirir imóveis, aumentando a demanda por propriedades.

Atratividade dos investimentos

Investidores que procuram alternativas ao mercado financeiro podem ver o mercado imobiliário como uma opção mais rentável com as taxas de juros em queda. Isso pode aumentar a demanda por imóveis como investimento, impulsionando o setor.

Estímulo à construção civil

Com juros mais baixos, as construtoras podem obter financiamentos para novos projetos a custos mais baixos. Isso pode incentivar a retomada de empreendimentos que estavam paralisados devido a custos elevados de financiamento, estimulando a atividade na construção civil.

Aumento da demanda por imóveis

Juros mais baixos podem aumentar o poder de compra dos consumidores, o que, por sua vez, pode aumentar a demanda por imóveis residenciais e comerciais. Isso pode levar a uma valorização dos imóveis no mercado, beneficiando os proprietários.

Reaquecimento do mercado secundário

Com juros menores, as pessoas podem estar mais propensas a trocar de imóveis ou investir em propriedades adicionais. Isso poderia aumentar a oferta de imóveis usados no mercado, criando um ambiente favorável para a compra e venda.

Como isso funciona na prática?

O aumento do fomento ao crédito imobiliário no Brasil pode causar um receio, uma vez que tivemos, em 2008, uma grande crise econômica acarretada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos. Entretanto, não é esse o cenário esperado para o nosso país.

Segundo especialistas, a bolha imobiliária é originada quando há uma grande quantidade de dívida imobiliária em relação ao PIB. Estudos demonstram que, nos últimos 120 anos, apenas países com mais de 50% de dívidas em crédito imobiliário passaram pelo estouro da bolha. O cenário atual mostra que o Brasil apresenta apenas 10% de dívidas em crédito imobiliário, ou seja, um índice longe de ser preocupante.

O crescimento do crédito imobiliário no Brasil, no atual cenário, significa que mais famílias serão capazes de comprar imóveis. Vamos analisar em números!

O que dizem os números

Considere os números abaixo como sendo os valores de uma parcela de financiamento imobiliário de R$200 mil em 30 anos, em reais. Na sequência, a porcentagem de juros da Selic necessária para atingir o valor de parcela indicado. Acompanhe:

R$2.556 – 12%

R$2.389 – 11%

R$2.222 – 10%

R$2.056 – 9%

R$1.889 – 8%

R$1.722 – 7%

Agora, consideremos a renda mínima necessária para que uma família ou indivíduo consiga um financiamento. O primeiro número corresponde à renda, o segundo à Selic:

R$8.520 – 12%

R$7.963 – 11%

R$7.407 – 10%

R$6.853 – 9%

R$6.297 – 8%

R$5.740 – 7%

Considerando a taxa de 12% na Selic, apenas 4,85 milhões de famílias brasileiras seriam aptas a financiar o seu imóvel. Em contrapartida, quando o juros cai a 7%, aproximadamente 9,31 milhões de famílias brasileiras se tornam capazes de financiar o seu imóvel, considerando a renda mínima estipulada.

Em números frios, a queda da Selic nos patamares anteriormente apresentados significa mais do que dobrar a quantidade de famílias elegíveis para receber um financiamento imobiliário, e isso explica a razão pela qual tal redução pode e vai impulsionar os setores de construção civil e imobiliário. O aumento de procura, entretanto, também significa aumento de preço.

O que podemos concluir

A redução da taxa Selic pode levar a um aumento na demanda por empréstimos e financiamentos, tornando mais acessível para construtoras e incorporadoras obterem recursos para projetos imobiliários. Isso pode estimular novos empreendimentos e, potencialmente, aquecer o setor da construção civil.

Empreendimentos que foram interrompidos devido a condições financeiras desfavoráveis, como taxas de juros altas, podem ser retomados com a queda da Selic. Isso poderia levar a uma retomada de projetos em construção que foram temporariamente suspensos.

Com juros mais baixos, as pessoas podem se sentir mais incentivadas a comprar imóveis, seja para moradia ou investimento. Isso pode impulsionar a demanda por novas construções, tanto residenciais quanto comerciais.

Além disso, com a Selic em queda, as instituições financeiras podem buscar formas criativas de atrair clientes para empréstimos imobiliários e financiamentos. Novos produtos financeiros, como opções de financiamento mais flexíveis, podem surgir para atender às demandas do mercado.

Não podemos afirmar com certeza como será o futuro da construção civil, mas de uma coisa sabemos: as expectativas são as mais positivas possíveis!

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